Palavras.
30 agosto, 2014
Palavras.
24 março, 2014
27 julho, 2013
08 julho, 2013
29 abril, 2013
31 março, 2013
18 setembro, 2012
16 setembro, 2012
Neste ameno dia.
Centímetro bordas irregulares,
Coriáceas reentrâncias.
Relógio
Sequência de dígitos.
Morfina e broche de ouro
Jóia comida nas bordas.
Bela terrível sentença
Sentir na tez da diagnose.
08 setembro, 2012
Espada de Perseu,
Cabeça de cão, fé, honra,
Escudo de dragão.
Ferro, ferro, ferro.
Ira aguda, ira, ira.
Paus no mar,
Cabeça na proa,
Proa na onda.
Cabelos de sal
Cobras mortas.
Talhe ilegítimo,
Inútil istmo, ânimo
Angustioso, longo
Litoral de mau augúrio.
Olhos insepultos.
Fogueira úmida de ritos,
Mar em fogo e sangue.
Ladra no silêncio.
O cão do ínfero
Com boca na noite infame.
De vela inflada de ódio.
Dia, rotundo dia.
Cabelos de sal negro
Régio,
Na proa no escuro,
No cedro pau ferro.
Fio gume, fúria.
Em Ur é dia.
Cá a noite é
Escuro túmulo
Do Deus cabeça de sal,
Olhos insepultos
Acesos no breu.
03 setembro, 2012
Como o verso da sílaba,
O reverso da matilha.
Veneno é palavra.
Semente da ira.
Logo, vem ódio e muro,
Estrelas, casulo,
Desterros, exílio,
Fugas, urro.
Lua gume
Sentença afiada de fúria.
Vai despertar farrapos de corpos,
Cinzas nas roupas,
E sob as unhas
Fome e choro no escuro.
31 agosto, 2012
Som
30 agosto, 2012
07 maio, 2012
15 setembro, 2011
27 junho, 2011
23 maio, 2011
09 fevereiro, 2011

Moeda de troca
Não se conversa a esmo jogando tempo fora. E o tempo é de acirrar ânimos. Então evite duelos e contendas. Caminhe pelas beiras. Dando voltas fora do redemoinho, mantendo distância prudente.
Não é tempo de se falar feio, e o silêncio pode ser entendido como ofensa. Ter opinião pra tudo e ter pra nada senso. Jeito de respirar fundo e suave, deixando a mente calma e o instinto ágil.
Ceifam-se vidas como se podam campos de trigos. Pior é o fogo. É do céu que vem sopro do encanto confundindo pessoas. É do fundo do mar que olhos vermelhos de peixes deixam o escuro e saem à caça.
É hora de caminhar no fio da espada com equilíbrio de asas ausentes. Austeridade. Fortaleza. Maleabilidade. Invisibilidade. Não é estiagem de se mostrar brilho. Não é lua de desfrute. Não é estação de exílio ou acerto de contas. É tempo de deixar a consciência fluir com o fogo. É antigo circulo fazendo volta no meio-dia. Coisa que não se vê de comum. Coisa difícil.
(P. Cruz)
08 fevereiro, 2011

Real
Palavra escrita em folha é árvore.
Grafite casca de pau.
Na memória raizes fundas e olho fitando o sol.
Até que seque a retina semântica.
Verbo é alma da clorofila em sangue.
Árvore é mente criando palavras do rei.
Rei terra, fome, fogo, cinza.
O real sonho petrificado em limites de reino.
Da lógica, léxico, lei, da luz sólida.
(P. Cruz)
31 dezembro, 2010

Scapegoat
Na poesia pessoas não são
22 novembro, 2010
Fé
Fé é a medida do homem
Medindo o desconhecido,
Tão severa de números
Quão aguda em ceticismo.
Mas, sem a alegria,
O que é do futuro
Que nada conhece?
Ou da morte
pouso de enigmas?
Ah homem, não creia
Que sem leveza
Se atine tino,
Nesse peso e tributo
De corpo e mente em conflito.
Cuide que da vida
Só se leva pro nada
A memória do riso,
Poesias e amigos.
(P.Cruz)








